Sexta-feira, Novembro 14, 2008

De volta!

Diz o ditado que quem está vivo sempre aparece. Espero que continue assim por um bom tempo (muito mesmo). Mas vamos às desculpas de praxe. Primeira desculpa mais usual, tempo. Falta tempo para fazer tudo, o trabalho está a ocupar todas as horas do dia, os estudos não permitem que me dedique a outros assuntos que não sejam as matérias do mestrado, o clima mudou e a chuva e o frio não permitem que eu ande mais de bicicleta, etc. Segunda desculpa mais usual, tempo (é isso mesmo, não é engano). Ontem corri tanto que nem cheguei perto do computador, anteontem tive que ler um livro inteiro e não consegui escrever, no fim do mês o trabalho acumulou e não tive tempo para mais nada. Tudo mentira, como toda desculpa só a usamos para não dizer o que realmente aconteceu. E o que aconteceu?

Não tive inspiração para escrever neste período. Verdade, o trabalho continua o mesmo, comecei o mestrado mas ele não tem ocupado tanto tempo assim, e o clima realmente piorou, com um pouco mais de chuva e tempo frio. Mas continuei a andar de bicicleta (até porque é o meu principal meio de transporte), sempre a ler sobre assuntos ligados ao ciclismo, ciclo turismo e mobilidade urbana (além dos estudos) e por fim, com a mesma opinião a respeito do que tenho visto por cá. Só não escrevi.


(pronto para ir ao trabalho)


Mas agora tenho que começar a escrever independente de ter inspiração ou não. Até mesmo como forma de exercitar-me, uma vez que para o mestrado vou ter uma dissertação. Lógico que a escrita não tem a mesma forma com que escrevo aqui, mas preciso acostumar-me a escrever sempre. Então vamos lá. Não vou contar de passeios pois neste último mês não fiz nenhum. Tenho usado a bicicleta para ir ao trabalho e para ir às compras, nada mais do que isto. Mesmo assim tenho acumulado, desde a última imagem do conta-quilómetros (tenho que descobrir se tem hífen), 383km em pouco mais de um mês (como mostra as datas nas fotos).

Perdi, mais uma vez, a Massa Crítica no fim de Outubro. Mas tenho uma boa justificativa, minha esposa chegara do Brasil a poucos dias e eu não ia deixá-la sozinha em casa para ir andar de bicicleta, não é. Ainda mais depois dos cinco meses que ela ficou por lá. Nem pensar, quem sabe na próxima eu a leve junto. Agora o que eu não tenho podido acompanhar é o novo projecto CICLOVIA (com muito pesar). Projecto que nasceu da vontade de fazer mais do que só escrever ou mesmo participar da Massa Crítica, mas hoje não vou falar sobre ele. Até porque o Gonças tem “postado” algumas coisitas lá no Ma Fyn Bach, vão até lá para ler o que é o CICLOVIA, depois eu falo um pouquinho sobre.

Hoje vou falar da bicicleta em três cenas especiais. São filmes que assisti em outras épocas e que tem como protagonista ou coadjuvante a bicicleta. Em dois deles estão as “rodas finas” (estradeiras como chamávamos no Brasil, as bicicletas de corrida) e no terceiro estão as “pasteleiras” (as bicicletas de serviço no Brasil) como se diz por cá. Não lembrei por acaso dos filmes, eu vi referências em outros “blogs” e por certo que colocarei de onde.


Vou começar pelo Breaking Away, filme de 1979. Achado no Pedaleiro fala de um puto (adolescente) americano e sua paixão pelas corridas de bicicleta e o ciclismo italiano. A cena que passa aqui é para arrepiar. Assistam.





Só quem já andou na estrada sabe como é. Eu nunca andei num vácuo destes, mas sei que alguns que por aqui passam assim o fazem (andam na estrada) então pode comentar a vontade. O máximo que atingi em estrada a andar com as “rodas finas” foi por volta dos 70km/h em uma boa descida e mesmo assim tinha mais “pedal” para acelerar, faltou foi perna.

Bom mas a minha “praia”, como se diz no Brasil, é mais para este segundo filme. O Caminho das nuvens é um filme brasileiro que conta a história (baseado em factos reais) de uma família que saiu do nordeste para ir até o Rio de Janeiro de bicicleta. Se conseguirem assistam, é interessante ver como a bicicleta pode proporcionar a concretização de um ideal, por mais surreal que possa parecer. Vou colocar aqui o “trailer” já que não consegui nenhuma cena mais interessante.





A liberdade que temos quando estamos de bicicleta é indescritível. E essa liberdade aumenta quando estamos em uma BTT (mountain bike). É por isso que, apesar de andar muito na cidade e no alcatrão (asfalto) eu uso uma BTT. Até porque meu intuito não é com que tempo eu chego a um determinado destino e sim chegar ao destino sem preocupar-me com o tempo que leva. Quando estou na estrada, tenho que confessar, sinto ainda um pouco de insegurança com os outros veículos a passar tão perto e tão rápido. Quando estamos em um trilho de terra no meio de lugar nenhum, você só tem preocupação com o próprio trilho e apreciar o resto, nada de carros e o perigo que eles representam para os que estão fora dele.

Agora um filme alemão. Não lembro o nome mas a cena que vou mostrar aqui é marcante. Achei no BikeC.r.i.c.a. e foi o que deu origem ao “post”. Por acaso também assisti ao filme e no mesmo dia já tinha encontrado o “post” com o primeiro filme que comentei. Vamos a cena.





Está tudo relacionado com a altura do selim e a anatomia feminina. E não se fala mais nisso.

0 comentários: