Incrível, depois de uma ausência de quase quinze dias, por motivos vários, vou escrever sobre…
uma notícia que acabei de ler no Diário de Notícias (Diário de Notícias) .E eu que neste dia fiz um óptimo passeio de bicicleta. Isso mesmo, passeio. Ando de bicicleta praticamente todos os dias, mas hoje saí especialmente para uma volta de bicicleta. Infelizmente fica para um próximo “post”, agora vou escrever um pouco sobre a notícia acima. Leiam para entender o que vou dizer aqui.
Leram? Pois bem, alguém pode me dizer quando um carro é ecológico? Ecológico é relativo ou referente a ecologia. Ecologia, que tem várias vertentes entre elas a humana, vem do grego “oîkos”- casa e “lógos”- tratado. Pode-se perceber como o estudo de nossa casa, o meio em que vivemos, em interpretação livre (feita por mim, se discordarem escrevam). No dicionário duas definições chamam a atenção (quem sabe podemos inferir que o carro se inclua em uma destas). A primeira; “movimento que visa o estabelecimento de um melhor equilíbrio entre o homem e o meio ambiente, assim como a preservação deste último”, a segunda; “estudo da estrutura e desenvolvimento das comunidades e sociedades humanas, tendo em consideração os processos pelos quais as populações se adaptam aos seus ambientes”. Eu penso que na segunda, derivada da ecologia humana, o carro pode ter uma pequena possibilidade de inclusão. Não podemos descartar que a adaptação humana ao meio, neste último século, tem a ver com o seu deslocamento, onde o carro está inserido e tem despontado como “único modo” (está entre aspas apenas para enfatizar o que as sociedades ocidentais e por agora também as orientais estão a fazer quando elegem o carro particular como ferramenta para o deslocamento). Mas mesmo que o carro possa fazer parte dos processos de adaptação do ser humano, ele nunca será “ecológico”, simplesmente por não agir para a preservação do meio.
A notícia começa deturpada pelo conceito. Se a condição económica condiciona a compra de carros de cilindradas mais pequenas, são estes somente menos poluidores que os de maiores cilindradas. Não quero entrar no cerne económico da questão em destaque da notícia, então passo pelo assunto e paro no dizer dos “especialistas” (embora sejam eles as pessoas que tem competência para o assunto, nos dizeres atribuídos não percebi em que especialidade eles estão focados). Quando o especialista que está a frente da Agência Portuguesa do Ambiente reduz o problema das emissões dos carros com a fala de que pior são os congestionamentos, só posso pensar que ele vê o transporte individual motorizado com preferência sobre os outros. Como o congestionamento no tráfego, que afecta somente os que estão nos transportes, pode representar problema maior que as emissões de gases dos veículos automotores que atingem todas as pessoas? É caso para se rever a posição que assume tal pessoa. Agora os dois especialistas sequer tocarem nos meios suaves de transporte e alinharem em dizer que a solução é o transporte público, a mim cheira a conluio da autocracia automóvel, uma vez que em cidades mais populosas o transporte público, por melhor que seja, não consegue sozinho ser solução para o transporte de todas as pessoas (vide vídeo abaixo).
O facto é que a industria automobilística e todas as suas ramificações há muito que usam a táctica de contar uma mentira muitas vezes para torná-la verdade.
Será que somos assim tão ingénuos que não percebemos?

0 comentários:
Enviar um comentário