Sexta-feira, Maio 01, 2009

Back Again

Estou de volta! Não que eu tenha ido à algum lugar. Quer dizer fui a vários não tenho é vindo cá no "blog". Isto aqui ficou as traças, mas nem tanto. Se notaram no lado esquerdo dos "posts", logo abaixo do "banner" com o nome do "blog", tem as mensagens do "twitter". Pelo menos estas mensagens aparecem aqui e o espaço não tem um ar de abandono.
Está certo que ninguém mais aguentava a reportagem da SIC, que começa sempre que se chega ao "blog". Entra e lá começa a apresentadora a falar. Nem eu mesmo. Mas agora com este "post" ela não vai mais aparecer, pelo menos assim espero. Também estava com uma certa preguiça mental em escrever por aqui. Algo na linha editorial... sei lá. Dúvidas. Alargava os temas ou mantinha restrito na linha da mobilidade ciclável. Mas como manter na linha da mobilidade se estava a andar tão pouco de bicicleta, principalmente como transporte diário? Tudo culpa da mudança de endereço do trabalho. Não só o endereço mas também da função. Sim mudei de função, não sou mais formador no Centro de Férias do Inatel na praia de Santo Amaro. Agora trabalho na sede da Fundação e sou o coordenador dos formadores nos 38 espaços Net para Todos. Mas sobre isso falo depois. Aos poucos e provavelmente em outro espaço, não este.
Agora estou de volta para falar da mobilidade, afinal este é o tema do "blog" e não vou alargá-lo não. Talvez algumas linhas sobre outros assuntos entre um ou outro parágrafo. Mas por que mesmo estou de volta ? Simples, voltei a pedalar para ir ao trabalho. E não só isso, vou também escrever por cá sobre os passeios que tenho feito em bicicleta e olhem que já tem algumas boas histórias. Estes passeios são quase sempre feitos nas "domingadas", junto com o pessoal da Ciclo-Via.
Por falar em Ciclo-Via, cadê o meu "logo"? Só o Gonças é que tem, quer dizer tinha? Quero o meu também, tenho que colocá-lo no "blog", fazer publicidade. Ana, Bruno, quero também o "logo" do Planeta Bicicultura como posso fazer publicidade sem "panfletos"?
De volta aos relatos. Fiz uma sequência de fotos do caminho para o trabalho. Faltou o caminho inicial de casa até a estação de comboios. Pode ser a estação de Cruz Quebrada ou então vou até a estação de Algés. Do comboio desço na estação terminal de Cais do Sodré. Como podem ver pela foto abaixo.



Sair da estação é muito tranquilo, mas só depois que o tumulto passou. Imaginem um comboio com sete carruagens, que levam pelo menos 40 pessoas a desembarcarem todas juntas. E é mesmo quase todas juntas, haja aperto, parece que sempre estão todos atrasados. Bom depois do tumulto fica tudo como está na foto acima. Aí é só sair pela passagem disponível para cadeiras de rodas, já que as outras são bem apertadas, e ganhar a rua. Como na foto abaixo, que mostra a rua entre a estação de comboios e o cais dos barcos. Logo a frente a paragem dos auto-carros. Neste horário, pelo menos por aqui, quase não tem movimento de carros. Tem de gente.


Mas logo em frente naquele ponto, a foto que está logo abaixo não mostrou, mas o cruzamento em questão está um caos em determinados horários. Tudo por causa do condicionamento do trânsito em frente ao Terreiro do Paço. Mas para quem usa bicicleta o trânsito flui muito bem.


Na sequência, não deu para mostrar bem, ou melhor, a fila de carros não estava tão grande. Um detalhe, mudaram a fila de lugar. Antes virava-se à esquerda no semáforo. Agora passa-se sobre o parque de estacionamento. Não sei como estão a fazer para cobrar o estacionamento, pois não existe só a entrada com a cancela. Agora existe uma entrada bem no meio do parque e sempre uma fila de carros a passar por lá. Na sequência não consegui fotografar o parque de estacionamento nem a rua do Arsenal, precisava das minhas duas mãos no guiador para passar entre os carros parados no congestionamento. Fartei-me de rir sozinho. Todos lá parados e eu e mais alguns outros ciclistas a seguir sem problemas. Quer dizer quase sem problemas. Isto porque alguns automobilistas não gostam de dividir a via e aproximam-se o mais possível do passeio. Mas não tem problema, quando não podemos passar entre o passeio e o carro vamos para o meio da faixa e passamos pelo lado esquerdo. Não é este o lado que se deve usar para ultrapassar um veículo mais lento?

Olhem lá, só mesmo o transporte público para passar neste cruzamento. O cruzamento em questão é o outro, com a rua da Prata que no momento não é possível para os carros virarem à esquerda, só aos transportes públicos ou então para as bicicletas que se aventuram por lá. Não vi muitas neste dia. Passaram três por mim, mas no sentido oposto ao meu.


E como fica fácil de perceber pela foto abaixo, a rua da Prata está tudo muito tranquilo. Se não fosse a carrinha dos CTT passar bem na hora da foto, seria visível apenas um carro logo a frente e dois autocarros, mais nada. Lembra em um dia normal como era passar por aqui nesta hora (8:30h). Muito melhor agora e ainda mais em bicicleta. Se fosse publicidade seria de cartão de crédito. Não tem preço.


Aqui já cheguei até a praça da Figueira. Crianças não façam isto em casa, ou melhor crianças podem fazer (andar sobre o passeio)na cidade. Embora neste horário muitos carros e carrinhas estão sobre o passeio neste lugar (Rua Dom Antão de Almada até o Largo de São Domingos). Assim não me sinto tão mau por passar aqui, além de cortar um bom pedaço de caminho. O normal seria ir até ao lado da praça do Rossio, subir até o teatro e só então começar a subir a calçada do Garcia.

E olha que é subir mesmo. A imagem aqui em baixo não dá toda a dimensão da subida, além de ser só a primeira. Depois de passar pela calçada do Garcia tenho que subir a Calçada de Sant'Ana. Calma que chego lá. Até aqui, no Largo de São Domingos, foi tudo praticamente plano. Na verdade foi plano, mas daqui para frente é só a subir.


Na foto da sequência não consegui mostrar toda a inclinação do terreno, mas convido a quem quiser conhecer este pedaço de Lisboa a fazer um passeio por lá. É meio estranho, este pedaço do Largo de São Domingos e a Calçada do Garcia tem uma concentração enorme de africanos, além de ter a Igreja que mais impressiona em Lisboa, pelo menos a mim. Vale a pena dar uma olhada na Igreja de São Domingos.

Não tenho altímetro na bicicleta, mas pelo google earth tentei uma aproximação e não funcionou. Sei lá o que aconteceu. Normalmente o google earth apresenta a altitude onde está o ponteiro sobre o mapa. No meu caso mostra 84 metros no Largo de São Domingos!! Impossível, ficou maluco. Mas a subida pela Calçada de Sant'Ana tem que ser feita em sentido contrário. Contra o trânsito, então o melhor é subir e levar a bicicleta a mão.

Assim podemos perceber melhor uma das maiores pragas que assolam as cidades, concelhos ou vilas portuguesas. Estacionamento sobre o passeio. E olha que a câmara municipal até faz dos passeios paliteiros para os pilaretes e mesmo assim tomem carro sobre o passeio. Ô praga. E depois eu me sinto culpado por ter andado sobre o passeio de bicicleta. Quando ando sobre o passeio, não fico em um lugar por mais que alguns míseros segundos. Tomo sempre cuidado com os peões dando-lhes a preferência. Mas os automobilistas conseguem usurpar quase todos os lugares disponíveis para circular na cidade, quer seja na estrada, rua ou passeio. E não só para circular, mas também para desfrutar por longas horas, quando não dias.


Agora vem o meu maior problema neste tipo de deslocamento. Guardar a bicicleta. Simplismente não tenho onde deixá-la, então fica sobre o passeio presa em uma placa. Acabo de falar dos automobilistas e o péssimo costume de estacionar e lá vou eu fazer o mesmo. Agora não tenho desculpa, não estou mais a partilhar o mesmo espaço. Uso-o para o meu proveito. Mas fazer o quê? Onde vou deixar a bicicleta? E olhe que só tive coragem de deixá-la presa na placa depois de conseguir emprestado um alarme para a bicicleta. Isso mesmo, ela fica lá amarrada com cabo de aço e alarme. E isso porque na entrada do prédio tem segurança, para a qual eu pedi que se ouvisse o alarme tocar, avisar-me. Se bem que, observando bem, ocupo um lugar que seria a continuação dos locais de estacionamento dos carros se ali não estivesse uma entrada para um beco. Se repararem um pouco na foto, existe o pilarete e logo depois o rebaixo na calçada para entrar carros. Então o espaço que a bicicleta ocupa não é o espaço onde normalmente os peões tem para passar. Mas enfim, deveria ter um lugar melhor para parar. Como diz o ditado, e não sei se diz certo, quem não tem cão caça com gato. Se vira. Nasceu quadrado?

Agora na volta tem a recompensa. É só a descer. Pelo menos até o Largo de São Domingos. Não pensem que dá para chegar ao rio, que aparece ao fundo na foto, com toda a facilidade. Primeiro que não tem nada muito recto neste caminho. Segundo vai ter que enfrentar o trânsito na baixa.

Aqui tudo bem, ao lado da praça do Rossio, ou melhor praça Dom Pedro IV ou seria Dom Pedro I. Bom depende de quem vê, se português ou brasileiro. Mas a estátua que está no centro da praça, segundo alguns, não tem nada de Dom Pedro, seria de algum outro monarca europeu que acabou por cair em desgraça e os portugueses levaram a estátua a preço simbólico. Sei lá se é facto, na verdade aqui estava só preocupado em desfrutar desta tarde e seguir o caminho para a rua do Ouro ou seria rua Aurea? Mais dúvidas.

E agora todo o movimento que não tivemos na rua da Prata, encontra-se na rua do Ouro. Se bem que uma das faixas foi transformada em faixa BUS e eu não deixo passar a oportunidade de dividi-las com os autocarros. Pode parecer loucura, mas prefiro andar junto aos autocarros de Lisboa do que junto aos demais carros, táxis inclusos.

Depois ainda tem que passar pela rua do Arsenal e a loucura que lá se instalou. Mas para quem está de bicicleta, mais uma fez faz-se melhor do que de qualquer outro meio de transporte, inclusive motas, ou motos ou sei lá. Muito mais rápido do que qualquer outro já estamos no ponto de partida. Cais do Sodré, só que desta vez nada de comboio. Agora é só voltar pela av. de Brasília e lutar contra o vento.

Se repararem bem vejam que a bandeira que aparece na foto está completamente esticada. Não pensem que ela é assim. Isto é obra do vento mesmo, que nesta altura é sempre contra, vai-se entender o que acontece. Mas todo o percurso da av. de Brasília é feito com vento no sentido contrário e olhe que em determinados momentos para passar de 18km/h tem que se fazer força. Nos breves momentos que o vento não é tão sentido, facilmente atinge-se 29km/h. E olhe que a minha bicicleta não é das mais indicadas para velocidade. Tem um pneu largo que não sei para que tanto e dupla suspensão, algo que serve bem para a av. de Brasília e o seu alcatrão perfeito para todo o terreno, mas que não ajuda nem um pouco na transferência da força do eixo pedaleiro para a roda.

Pelo caminho temos a recompensa. O espaço que fica em frente a Torre de Belém convida para um passeio tranquilo, sob as árvores e longe dos carros e camiões da avenida. Se bem que aqui o convidar é aconselhável, pois logo a frente a avenida se bifurca com a entrada do viaduto Sul para a passagem sobre os carris. Para quem está de bicicleta na av. de Brasília, na faixa da direita, fica preso pelas duas faixas que entram no viaduto num ponto em curva e com pouca visibilidade para os veículos que vem por trás. Então o melhor mesmo é ser convidado para andar no jardim em frente a Torre e fugir desta armadilha .

Logo depois da estação de comboios de Algés existe esta maravilha. Duas pistas sem nenhum veículo automotor. São mais de 700mts fechados ao trânsito e que as pessoas podem utilizar para o lazer. Na foto não consegui mostrar ninguém (grande fotógrafo), mas todos os dias muitas pessoas vem até aqui para andar de patins, trazer os filhos pequenos para andar de bicicleta na rua. Como na rua?! Isso mesmo, na rua, na avenida, trazem os filhos pequenos para andar de bicicleta, passear. Isso poderia acontecer em todas as ruas se não fosse um detalhe, insignificante, mas vou deixar para vocês adivinharem qual é.

Eu sei, vocês sabem?

Terça-feira, Março 31, 2009

Com as luzes apagadas

Eu falei que ia conferir e fui mesmo! E para minha surpresa ainda encontrei um show no relvado (gramado) em frente a Torre de Belém. Sair de casa com o vento frio que estava foi complicado. Subir na bicicleta depois de estar no quentinho da sala de estar, quase deu vontade de desistir. Mas eu fui. Não só eu, fomos eu e a minha esposa! Aos poucos ela irá utilizar a bicicleta para tudo, esperem para ver.

Agora vou mostrar as fotos da noite.



Comecei pela última foto da noite com a prova que estivemos realmente lá. O show, cujo cantor não sei o nome, durou aproximadamente o tempo em que as luzes estiveram apagadas (1 hora). Segundo o artista foi o primeiro show que ele fez que tinha uma bateria voadora. Palavras dele. E eu vi várias vezes os técnicos irem até a bateria para fixa-la no local. Não vi voar, mas andar ela devia estar.



E o monumento aos descobridores estava com as luzes apagadas. Além de nós, estava também uma equipe da TVI a espera das luzes voltarem e terminarem o registo que faziam. Assim deduzo pois a câmera estava montada, o carro com a antena estava a postos pronto para mandar as imagens ao ar e a repórter esperava em outro carro abrigada do vento frio.

Não escrevi que ia deixar só as luzes das bicicletas ligadas! Olha lá como ficou a foto. Ali estavam a iluminar no mapa onde marca Portugal.

Agora a vista para o Mosteiro dos Jerónimos. Mais um monumento com as luzes apagadas. Infelizmente nem todos pensaram no planeta como se pode observar pelas luzes acesas no alto da imagem. Lógico que não se deve apagar tudo, mas em muitos outros locais os administradores não tiveram a sensibilidade de apagar as luzes nem por uma hora!

Aqui pode-se ver a silhueta do Centro Cultural de Belém, também sem luzes e na foto logo abaixo, mesmo um pouco tremida (não usei um tripé para tirar as fotos) pode-se ver a ponte com as luzes de segurança acesas. Também nota-se a ausência do Cristo em Almada que estava no escuro.



Por fim, ao término da Hora do Planeta as luzes retornaram e aí está a Torre de Belém com a sua iluminação de sempre. Uma hora que passeamos de bicicletas, assistimos a um show e colaboramos com o propósito de diminuir os gastos energéticos no mundo, ou vocês pensam que a energia eléctrica (principalmente na Europa) não contribui para o aquecimento global?

Sábado, Março 28, 2009

Hora do Planeta

Hoje teremos a 2ª Hora do Planeta e Lisboa está nela! Então às 20:30 h, apague todas as luzes e desligue todos os aparelhos eléctricos que não sejam estritamente necessários e aproveitem para dar uma volta pela cidade. Assim poderemos ver quem realmente pensa no mundo em que vivemos e não só nas suas necessidades.


Vou aproveitar para passar neste monumento que está na foto e conferir se estará apagado! Eu só vou deixar acessas as luzes da bicicleta e você, vai ter coragem de desligar a TV?

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Paris 2

Quando somos pequenos sempre nos imaginamos em outros lugares, outras cidades. No meu caso não foi diferente e uma das cidades que sempre quis conhecer era Paris. Como já escrevi antes, eu e minha esposa estivemos em Paris no começo deste ano. Mas os motivos pelos quais gostava de conhecer Paris, mudaram com os anos. Depois de mudar meu estilo de vida, deixar de ser carro dependente e virar um ciclo-activista quis conhecer Paris também por causa das Velib.

Por uma coincidência muito grande, alguns dias antes da viagem vi um pedaço de programa em algum canal pago exactamente sobre as Velib. Não vi tudo, mas pude saber como foi implantado o sistema. Quem já reparou nos painéis de publicidade que tem a marca JC Decaux? Então, o dono da empresa, em troca da exclusividade dos seus painéis na cidade de Paris foi quem doou e mantém todo o sistema das Velibs na cidade. São mais de 20.000 bicicletas espalhadas em mais de 1.000 pontos totalmente automatizados e simples de usar. Mas deixa eu contar como foi a experiência.
Como chegamos a Paris no dia 31 de dezembro a noite, aproveitamos que os transportes eram gratuitos e fomos para o apartamento onde estaríamos hospedados. Do aeroporto Charles de Gaulle, RER, depois o metro e desembarcamos a menos de 200mts do apartamento. Ainda não eram 10 horas então deixamos nossa bagagem no apartamento e voltamos para o metro, agora para ir até a Torre Eiffel. Chegamos pouco antes da meia-noite e deu tempo para as fotos, uma delas é aquela que foi colocada aqui no dia 1 de janeiro. Na volta para o apartamento, antes de entrarmos passamos por um dos pontos da Velib ali perto para descobrir como usar o sistema. Nem preciso dizer que num raio de 200 mts do apartamento encontravam-se 3 pontos de Velib.
Bom, todas as intruções estão disponíveis no próprio ponto. Existem três modalidades para o uso das Velib com dois tipos de cartões diferentes. Um dos cartões é impresso com um número de cadastro e o dono deve criar uma senha para a sua utilização, o segundo tipo tem uma espécie de chip que permite a retirada da bicicleta directamente do ponto de ancoragem. Com o cartão de código numérico é necessário utilizar o painel de comando do ponto, pois é através dele que se escolhe a bicicleta, pelo número do posto de ancoragem, que será utilizada. As modalidades disponíveis para o uso das Velib, que são três, vão do uso por um dia ao custo de 1€, uma semana por 5€ ou anual com custo de 29€. Além destes valores só paga quando utilizar a bicicleta por períodos maiores que 30min. Assim todo o uso com menos de 30min é gratuito, até uma hora custa 1€ e a cada 30min adicionais a tarifa aumenta 2€ para os primeiros 30min após a primeira hora e 4€ para cada 30min adicionais depois de 1h30min, quer dizer se for para usar a bicicleta muito tempo o melhor é trocar sempre senão vai ficar muito caro. O motivo é exactamente forçar a troca de bicicletas, assim aumenta a rotatividade e mais pessoas podem usar o sistema.
Depois de aprender como funcionava e como ficaríamos em Paris por 1o dias deixamos para nos cadastrarmos no sábado. E foi o que fizemos, no sábado, cedo, paramos em um dos pontos perto do apartamento e nos cadastramos no sistema. Escolhemos o uso por uma semana e o cartão com o código numérico. Para o cadastro é preciso um cartão de crédito, ou no nosso caso o cartão do banco mesmo, pois é necessário uma caução de 150€ . Fizemos o cadastro e recebemos no mesmo painel de controlo do ponto o cartão com o código numérico. De imediato retiramos ali uma bicicleta para cada um e nos colocamos a andar.

Bom sabíamos como retirar a bicicleta, mas não tínhamos ideia de como devolver. Então controlei o tempo para não ultrapassar os 30min e quando estava com mais ou menos 20min procuramos um ponto para ancorar as bicicletas. Ancorar é muito simples, é só encontrar um posto vazio e encaixar a trava e esperar a luz verde. Simples, mas na hora ainda não tínhamos noção se bastava só isso, por sorte no mesmo ponto três pessoas estavam a retirar Velibs também e confirmaram para nós que bastava colocar a bicicleta e esperar a luz verde. Bom aprendida a lição vamos pegar outra Velib. Aí descobrimos que não podemos pegar uma bicicleta no mesmo ponto que acabamos de deixa-la. Nada grave, nem 200mts do ponto encontramos outro e levantamos a Velib lá. E assim foi, por uma semana agora tínhamos o direito de andar de bicicleta o quanto quizessemos sem pagar nada mais, bastava não passar de 30min com cada uma delas. E foi o que fizemos, andamos com frio, neve e gelo. De dia ou de noite e por quase todas as partes dentro dos Boulevard Períphérique. Depois eu conto mais...

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Ainda em Dezembro...

Olha lá, olha lá. Não disse que se achasse a reportagem realizada pela SIC na Massa Crítica de Dezembro eu colocava ela aqui, pois então agora assistam ...

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

Paris 1

Como escrevi no "post" anterior, estivemos em Paris neste começo de ano. Digo estivemos pois fui com a minha esposa. Não conhecia Paris e digo para quem não conhece que a cidade é muito bonita. Tem pessoas que gostam de usar muitos adjectivos mas este não é o meu caso, então vai só o bonita mesmo. A arquitectura de seus prédios é peculiar, são em sua maioria baixos. Os parques, ruas, avenidas e principalmente os "boulevard" são convites para o passeio. E convite para passear a pé ou de bicicleta. Por todos os lugares que andamos, e olha que andamos bastante por lá, sempre encontrávamos pessoas a andar. Os passeios (calçadas), em boa parte pelo menos, são asfaltados (alcatroados), então para andar, seja a pé, em patins, skate ou bicicleta é como se estivéssemos na melhor das estradas. Não encontramos carros sobre os passeios (praga que infesta a região de Lisboa) o que é uma grande ajuda no caso de algumas ruas com passeios estreitos. Existe uma estrutura viária que contempla os peões e as bicicletas e podemos andar em todas as ruas e avenidas com as bicicletas, pelo menos nas zonas que andamos que era dentro dos "boulevard périphérique" . Não existe, como aqui em Lisboa, "auto-estradas" dentro da cidade. Um aparte, para quem não sabe, nas auto-estradas portuguesas a bicicleta é proibida de andar (pelo Código de Estrada Português) diferente do que ocorre por exemplo no Brasil, onde as bicicletas são proibidas pelas concessionárias do serviço na auto-estrada e não pelo Código de Trânsito Brasileiro, vejam alguns relatos aqui...
E mais, em Paris, na partilha do espaço, a bicicleta normalmente compartilha o espaço dos autocarros (ônibus) na via exclusiva destes, algo que é impensável no Brasil e perfeitamente viável cá por Lisboa. Viável mas não aplicado, infelizmente pela total falta de interesse e conhecimento de quem faz as leis. Espero que logo seja revisto este artigo no Código, para já em muitas situações simplesmente ignoramos e seguimos pela faixa Bus que é por vezes muito mais seguro que as outras faixas da estrada (rua ou avenida).
Mas vamos voltar a Paris. Achei! (em mais de 850 fotos tiradas nos 10 dias que fiquei lá não tinha uma só da faixa Bus compartilhada com as bicicletas) A foto que segue é parte de uma outra foto, a qual recortei e consegue-se ver a faixa Bus e os símbolos das bicicletas (ciclofaixas) principalmente na via esquerda. Se repararem na via da direita, existem dois ciclistas (ou duas) que estão a andar na faixa BUS.

E era assim em quase todos os lugares. As bicicletas também, por vezes, compartilhavam o espaço do passeio (calçada) com os peões (pedestres), mas isso eu mostro em outro "post".


Sábado, Janeiro 17, 2009

Por dias melhores

Como vocês podem ver pela foto que deixei no último “post”, estive 10 dias em Paris com direito a neve e tudo mais e o melhor, conhecer a cidade sobre bicicleta. Mas isso vou contar depois, com calma, agora estou de volta ao trabalho.

Ensaio este “post” desde que cheguei e ainda não sei se está como queria. Mas preciso escrever sobre os acontecimentos recentes. Como que algo tão longe e com alguém que nunca conheci, pôde me afetar assim. Para quem não sabe sobre o que escrevo, vou contar. Em 14 de janeiro por volta das 18:00 horas (no Brasil 16:00h), recebi uma mensagem, pelo google talk, do meu primo (jornalista) que mora e trabalha em São Paulo. Ele dizia que uma ciclista havia morrido na Av. Paulista naquela tarde e se eu sabia de algo. Não sabia e pedi o link para a notícia, o que ele prontamente repassou. Lida a notícia veio a indignação, procurei nos “blogs” brasileiros e nada de comentários. A ciclista em questão era ativista no movimento paulista da bicicletada (a massa crítica de lá) e utilizava a bicicleta em todos os seus deslocamentos diários. Isso mesmo, pedalava no trânsito da cidade de São Paulo, diariamente, como muitos que lá vivem. Foi morta por um ônibus (autocarro) que não respeitou o código de Trânsito Brasileiro que obriga os veículos a passarem a pelo menos 1,5mts de distância lateral de uma bicicleta quando a ultrapassam. Segundo uma testemunha, o ônibus tocou na bicicleta o que derrubou a ciclista sob o coletivo. Já no dia 15 muitos “blogs” escreviam sobre a Marcia e vou colocar aqui para quem queira saber mais (ou melhor) sobre o acontecido o “post” do Apocalipse Motorizado que está com os vários “links” para a maioria das notícias e postagens a respeito deste fatídico acontecimento http://apocalipsemotorizado.net/2009/01/15/marcia/

Por enquanto, sem mais nada a dizer...

(I) Mobilidade